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Práticas

Hipnoterapia

O que é a Hipnose?

Hipnose A hipnose é um estado mental reforçado pelo relaxamento físico e pela respiração, no qual nosso subconsciente é capaz de se comunicar com a nossa mente consciente. É um excelente método amplamente aceito para que possamos acessar o nosso potencial interior.

Qual é o objetivo da Hipnose?

Seu objetivo é ajudar a pessoa a centrar-se interiormente para utilizar todo o seu potencial, todo seu aprendizado e habilidades para resolver seus problemas. Nós possuímos toda a sabedoria necessária para evoluir e ao utilizarmos o recurso da hipnose alcançamos níveis de aprendizagem e de compreensão que estão em nosso inconsciente.

O que os cientistas fazem quando "criam" suas invenções e teorias? O que fazem os atletas na preparação para uma partida? Eles se concentram e atingem seu objetivo de maneira concreta, no mundo das ações. A hipnose nos leva a um estado de centramento, de foco e concentração tão intensificado que nos permite transformar dificuldades em soluções perceptíveis em nossa realidade pessoal.

A hipnose é totalmente baseada no respeito por nós como organismos inteiros, completos e perfeitos, capazes de se auto-regular perfeitamente. Ela ajuda a levar as pessoas ao reconhecimento de suas capacidades internas e para a incrível aprendizagem que cada capacidade contém.

Como surgiu?

As evidências de hipnose como fenômeno aparecem através do tempo em todas as culturas antigas. A história moderna da hipnose começa com o médico alemão: Franz Anton Mesmer (1734-1815).

Ao longo dos anos passamos por: Pierre Janet (1849-1939); Emile Coue (1857-1926); Sigmund Freud (1856-1939); James Braid (1840) este responsável pela criação da palavra “hipnose”; James Esdaile (1846) e etc.

Porém foi Milton H. Erickson, considerado o líder practitioner mundial da hipnose. Ele foi psicólogo, psiquiatra e hipnoterapeuta e fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica.

O seu interesse pela hipnose teve inicio quando ele compareceu a uma demonstração de Clark Hall, um líder psicólogo e hipnólogo da época. Após a graduação na Universidade, ele foi indicado a um grande número de hospitais psiquiátricos. Ele foi responsável por treinar um grande número de psiquiatras, assim como estudantes de medicina. Ele colocou grande ênfase sobre a observação cuidadosa, a qual acreditava que aumentava as habilidades de qualquer hipnoterapeuta. Ele gostava de descrever terapia como uma forma de ajudar pacientes a expandir seus limites e ele passou sua própria vida fazendo apenas isso.

Nasceu daí a Hipnose Ericksoniana que é uma das abordagens que utilizamos em nosso trabalho.

Como a Hipnose "funciona"?

Usamos a hipnose como um fantástico procedimento, aonde o terapeuta conduz o cliente a um estado normal de atenção focada, no qual se sente muito calmo e relaxado. Este estado pode acontecer em diferentes níveis, pode ser mais profundo ou mais leve, dependendo de cada cliente e da sua flexibilidade para vivenciar a experiência.

Independentemente do nível acessado irão ocorrer mudanças em sensações, percepções, pensamentos e comportamentos

Durante o processo Hipnótico a pessoa perde a consciência?

Antes de respondermos a pergunta é importante ressaltar que o transe é uma ocorrência comum, cotidiana. Por exemplo, quando se espera um ônibus, lê um livro, assiste TV, ou até mesmo quando se fica envolvido em exercício físico extenuante, é muito normal permanecer imerso na atividade e entrar em um estado de transe, parece que todos os outros estímulos ao nosso redor desaparecem. Isso é transe!

Você já se percebeu olhando fixamente um objeto, ou mesmo o vazio e de repente alguém vira e diz: “Acorda!” Certamente isso já aconteceu várias vezes.

Esses estados são extremamente comuns e familiares, entramos em transe o tempo todo, acontece que maioria das pessoas não sabe que estes são fenômenos hipnóticos.

HipnoseA maioria de nós tem uma idéia equivocada do que é a hipnose, pois possui na sua mente a lembrança da “hipnose de palco”, aquela utilizada em shows. Esse tipo de hipnose não deixa de mostrar a força da mente inconsciente, que recebe uma sugestão e depois de sair do transe cumpre a sugestão. Por exemplo, durante o transe foi dado um comando “Você não vai conseguir se levantar da cadeira” e depois a pessoa realmente não consegue se levantar.

Entretanto esse tipo de hipnose é chamado de hipnose clássica onde o poder está no hipnotizador e não no cliente.

No trabalho com a abordagem Ericksoniana o cliente permanecerá sempre com uma parte de sua mente consciente e atenta enquanto outra parte de sua mente buscará o necessário para fazer o que é preciso. O objetivo aqui é a terapia, o poder está totalmente depositado no cliente e não no terapeuta.

Quais são os benefícios da Hipnose?

A hipnose tem sido utilizada na medicina ocidental por mais de 150 anos para tratar de tudo, desde a ansiedade, para aliviar as náuseas da quimioterapia, para melhorar o desempenho esportivo, até para auxiliar no processo de comunicação.

Na psicoterapia é muito útil para ajudar resgatar memórias mais profundas, experiências vivenciadas cuja memória não temos mais e que podem estar funcionando em um nível inconsciente como “gatilho” para sentimentos e comportamentos indesejáveis.

A lista de aplicativos que a hipnose oferece inclui o tratamento de fobias, pânico, baixa auto-estima, insônia, disfunção sexual, stress, tabagismo, dores de cabeça, pressão alta.

Vem sendo usada no tratamento da dor, da depressão, da ansiedade, do estresse, resolução de traumas, no distúrbio de comportamentos e muitos outros problemas.

É destinado principalmente às pessoas que estão passando por: fases de problemas emocionais mais severos ou que vivenciaram situações traumáticas importantes (perda de entes queridos, assalto, seqüestro, acidentes, doenças graves, etc.)

Terapia Ericksoniana

Erickson em sua extensa pesquisa e utilizando sua experiência com a hipnose desenvolveu também uma abordagem terapêutica muito efetiva. Muitas das técnicas não são explicitamente hipnóticas, mas são extensões de estratégias e padrões de linguagem hipnótica. Erickson reconheceu que a resistência ao transe se assemelha a resistência à mudança, e desenvolveu a sua abordagem com essa consciência.